Protesto de caminhoneiros começa a afetar abastecimento e preços de produtos em Goiás


 

Comerciantes e motoristas em Goiás relatam dificuldade para transportar produtos por causa do protesto de caminhoneiros nas rodovias federais. O preço da batata e do combustível também sofreram aumentos por causa da diminuição da oferta. Um posto em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, por exemplo, oferecia gasolina a R$ 5,20 e etanol a R$ 4,99.


Conforme apurou a TV Anhanguera, motoristas relataram que ao menos um dos tipos de combustível esteve em falta em alguns postos de cidades do interior do estado. Entre os municípios que já sofrem com falta do abastecimento, conforme levantamento da reportagem, estão: Catalão, Luziânia, Cristalina, Jataí e Formosa.


O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Márcio Andrade, informou que o órgão ainda não registrou unidades fechadas por desabastecimento ou cidades sem algum produto. No entanto, ele prevê que a partir de quinta-feira (24) a situação possa se agravar se não houver uma mudança.


“A partir de amanhã podemos começar a sentir impacto maior. O movimento está crescendo. Por enquanto só tivemos informações de faltas ocasionais e rápidas por atraso de entregas”, relatou.


Uma revendedora de gás de cozinha em Goiânia informou à TV Anhanguera que está com caminhões cheios de botijões vazios sem previsão de normalização porque depende do abastecimento em outras regiões. Outro comerciante da área disse, no entanto, que ainda há produto suficiente nas lojas.


“Nós sempre trabalhamos com estoque para manter três dias. Então não tem porque se alarmar e estocar botijão de gás em casa”, afirmou o empresário Roberto Santana.

Um documento da Infraero divulgado pelo G1 mostrou que o Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, tem combustível suficiente para abastecer as aeronaves em trânsito até esta quinta-feira (24). Por meio de nota, a assessoria do órgão informou que o documento é “um levantamento diário da Infraero e que ajuda a empresa a monitorar a situação do fornecimento de querosene de aviação pelas fornecedoras”.


Segundo o texto, a Infraero “está em contato com órgãos públicos relacionados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa”. Aos passageiros, a instituição “recomenda que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos”.


O diretor técnico da Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO), Orlando Kumagai, afirmou à TV Anhanguera que os estoques do estado estão em menos da metade e ainda são responsáveis por enviar produtos para outros estados.


“Isso começa a comprometer todo o movimento e abastecimento da região centro-norte do país que se abastece por aqui”, disse.


Um dos comerciantes do Ceasa afirmou que tem produtos para enviar para Araguaína e Rio Verde, mas precisou descarregar todos os caminhões. Um carregamento de mamão que chegou ao local com atraso teve parte da carga descartada. Outro vendedor relatou que saca de 50 kg de batata passou de R$ 120 para R$ 170 de um dia para o outro.


A fábrica da PRF em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, está com as atividades paralisadas por causa da falta de insumos. Conforme nota divulgada pela empresa, “detectamos falta considerável de abastecimento de ração destinada aos animais alojados nos nossos produtores rurais parceiros, já impactando cerca de 1 milhão de animais e podendo alcançar a totalidade de nosso plantel nos próximos dias”.


Já a Associação Goiana de Supermercados (Agos) informou que nenhuma empresa informou “sobre problemas com abastecimento de mercadorias nos próximos dias”. No entanto, o órgão divulgou em nota que teme que o problema possa ocorrer nos próximos dias.






Fonte: G1

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